A obesidade é uma
doença crónica, reconhecida como um grave problema de saúde pública.
A nível mundial a sua
prevalência é tão elevada que a Organização Mundial de Saúde considerou-a como
a "epidemia global do século XXI".
A má alimentação, a
falta de actividade física e o estilo de vida sedentário são alguns dos
factores que contribuem para o aparecimento desta doença.
Os sucessivos balanços
energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à
quantidade de energia despendida, causam o excesso de gordura.
O diagnóstico faz-se
através do calculo do índice de massa corporal, através do peso (em quilogramas)
e da altura (em metros). IMC = Peso /
Altura2
Classifica-se da
seguinte forma:
- Obesidade de grau I (30 a <35);
- Obesidade de grau II (35 a <40);
- Obesidade de grau
III (Mórbida) (> 40).
Na avaliação do adulto
obeso é importante avaliar a distribuição da gordura corporal.
Obesidade
androide, abdominal ou visceral -
Quando a gordura distribui-se na parte superior do corpo, sobretudo no abdómen.
É mais comum no homem obeso.
Obesidade
ginóide - Quando o
tecido adiposo acumula-se na parte inferior do corpo, principalmente na região
das coxas e glúteos. Sendo típica da mulher obesa.
As
doenças associadas à obesidade são:
diabetes, hipertensão, dislipidemias, doenças cardiovasculares e respiratórias,
doença coronária, acidente vascular cerebral, doenças músculo-esqueléticas e
vários tipos de cancro.
Para combater a
obesidade existem alguns métodos de tratamento. É fundamental recorrer a um
nutricionista, para avaliação do estado nutricional e elaboração de um plano
alimentar de acordo com as necessidades energéticas do paciente e assim obter
uma perda de peso de forma saudável e equilibrada. O acompanhamento nutricional
é determinante ao longo de todo o processo de emagrecimento e manutenção.
Aliado a novos hábitos
alimentares é necessário praticar exercício físico regularmente, pois,
desenvolve os tecidos musculares e elimina as gorduras.
A
alimentação equilibrada e o exercício físico são os grandes pilares do
tratamento da obesidade.
Em alguns casos, será
necessário recorrer à terapêutica farmacológica, sob o controlo médico.
Quando os objectivos
não são alcançados com a alteração dos hábitos alimentares e com a pratica de exercício
físico, pode ser necessário recorrer a tratamentos mais complexos. O recurso à
cirurgia bariátrica, (como por exemplo, gastric sleeve) é um tratamento eficaz
neste tipo de casos.
Após a optimização do
peso, nomeadamente grandes perdas ponderais pode ser aconselhável, o recurso a
cirurgias plásticas e reconstrutivas para correcção das deformidades causadas pela
perda de peso. Como tal, estes pacientes podem necessitar de cirurgias
como lipoaspiração, abdominoplastia,
braquiplastia, dermolipectomia das coxas, mastopexia / mamoplastia de redução.
Na Revista Nova Gente